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Endireita-te
Rémi Courgeon

 

Título:

Endireita-te

Autor:

Rémi Courgeon

Ilustrador:

Rémi Courgeon

Editor:

Orfeu Negro

 

 

 

 

Quando pensamos em discriminação de género, em representação e diversidade e em voz própria, podemos pensar neste álbum.

A verticalidade do formato assenta-lhe como uma luva, reitera a sua força com coerência e convicção. Ainda para mais a ilustração da capa não deixa dúvidas: fala-se de uma mulher africana.

Mulher que no início é uma menina que, como tantas outras, é treinada para a verticalidade. Mas não a simbólica. Só uma postura segura lhe permitirá cumprir uma missão inevitável: a de transportar tudo à cabeça. A rapariga, também narradora, cresce entre o esforço e a integração do ritual e da aprendizagem entre pares mas subtilmente essa verticalidade que se apresenta como submissão transforma-se em força. A postura é também garante de segurança e firmeza perante o outro, o masculino que circula sempre de cabeça livre e muitas vezes de bicicleta e tem tempo consentido para o assédio. O peso vai-se tornando maior e ... altera as regras do jogo, optando por não ser um veiculo, um meio de transporte de violência oculta. O final feliz é um prémio para a sua coragem e um sinal de esperança sobre uma transformação de mentalidades e ações.

Curioso é que a voz própria seja fictícia, já que o autor é um homem e francês, tamanha é a verdade da protagonista numa geografia que as perspectivas, os movimentos, a paleta de cores e os padrões realçam.

Palavras-chave
Feminismo, crescimento, trabalho, liberdade, Nigéria

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