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Identidades
Francis Fukuyama

Identidades

 

Título:

Identidades

Autor:

Francis Fukuyama

Ilustrador:

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Editor:

Dom Quixote

 

 

 

 

Identidade ou identidades? Quem somos? Quão valiosa é a individualidade? Estas e muitas outras questões são colocadas ao longo do livro, que parte da clarificação do conceito de identidade. O autor começa por afirmar que, no “Ocidente, a ideia de identidade nasceu, em certo sentido, durante a Reforma protestante (…). Lutero foi um dos primeiros pensadores ocidentais a articular e valorizar o eu interior acima do ser social externo”. É, no homem interior, que reside a identidade, que deverá ser entendida como o conjunto de características inerentes, próprias, a partir das quais se diferenciam dos demais. Fukuyama elucida que o conceito – identidade – tem sofrido uma evolução, e que o “conceito moderno de identidade dá um supremo valor à autenticidade, à validação do ser interior ao qual não é permitido exprimir-se. Está do lado do ser interior e não do exterior. Muitas vezes uma pessoa pode não compreender quem é realmente esse ser interior, pode ter só uma vaga ideia de que está a ser forçado a viver uma mentira. Isso pode levar a uma concentração obsessiva na pergunta: Quem sou eu, afinal?”.  “Identidades” retrata como as exigências das identidades conduzem a actualidade política internacional, moldam grupos e fomentam o sentimento de pertença contra a abstracção da sociedade, exemplificando esta ideia com o Estado Islâmico – sendo outros nacionalismos também abordados e analisados. A identidade nacional é germinada na crença da legitimidade do sistema político do país, onde a democracia não é relevante. Os nacionalismos estão de volta e, talvez por isso, mais do que nunca é necessário que a questão “ Quem sou eu?” esteja presente na nossa mente e que nos ajude a renovar, reorganizar o relacionamento entre as sociedades e no seio da sociedade; a questionar o cânone de valores, a repensar a apropriação do conceito alteridade, de modo a expandir as políticas anti-imigração e a dedicar-se a outras questões fracturantes.

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