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A Lídia no país das armadilhas
Luís Almeida Martins

 

Título:

A Lídia no país das armadilhas

Autor:

Luís Almeida Martins

Ilustrador:

Mantraste

Editor:

 Imprensa Nacional-Casa da Moeda : Pato Lógico

 

 

 

 

Há livros pensados e concebidos para informar, divulgar, saciar a nossa curiosidade. Lídia é uma jovem que na sua escola é muito popular porque “sabe responder na ponta da língua a quase todas as perguntas que lhe fazem, e isto quer as perguntas sejam postas por colegas, quer por professores”, mas também por ser muito imaginativa. Lídia, a jovem curiosa, provavelmente uma excelente leitora, foi com os seus colegas de turma e a Setôra Ideias visitar a Imprensa Nacional. Uma aventura!

A visita ao edifício da Imprensa Nacional começou pela biblioteca, outrora denominada “Biblioteca da Impressão Régia”, instalada no Palácio de D. Fernando Soares de Noronha, encantou todos que permaneceram “ um bocado a olhar para as paredes e para os livros. Entre os volumes encontravam-se coleções de revistas antigas com encadernações vistosas”. Sabemos que atualmente, a biblioteca da Imprensa Nacional é a fiel guardiã de um acervo com cerca de 20 mil livros, incluindo os incunábulos e as primeiras edições da Imprensa Régia. A visita continua e Lídia acompanha-nos pelas várias fases históricas que atravessam a vida da Imprensa Nacional, assim ficamos a saber que “ dentro da impressa nacional existiu uma escola. Ou melhor: várias escolas. Na verdade, desde a sua criação, cada oficina recebia aprendizes, normalmente com 14 anos, que eram ensinados a compor, imprimir, desenhar, gravar e fabricar letras” ou que a Imprensa nacional “imprimiu obras e documentos importantes que hoje nos ajudam a compreender o impacto da ocupação francesa” ou ainda aprender sobre o trabalho feminino, entre o final do século XIX e o início do século XX, nas oficias.

A Lídia no Pais das Armadilhas - A história maravilhosa da Imprensa Nacional (Imprensa Nacional /Pato Lógico, 2019) é uma aproximação ao livro informativo. O título indica-nos o tema, o glossário surge no final do livro, o texto é preciso, claro e rigoroso historicamente, mas a narrativa é pincelada com imaginação, dando ritmo à leitura. As imagens não são as típicas fotografias ou gráficos, que usualmente se encontram num livro informativo, mas sim, ilustrações elucidativas que ampliam a compreensão do texto. Nas últimas páginas muito aprendemos sobre a evolução dos prelos, das máquinas de impressão litográficas ou da primeira geração das offset. Sempre em tons de vermelho e verde recordando as cores da pátria.

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