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Monstro Rosa
Olga de Dios
A obra Monstro Rosa trabalha verbal e visualmente a definição da semelhança e da diferença, instalando de forma progressiva a forma de a diferença, que parte do facto de ser uma característica de uma entidade minoritária, ser uma característica de uma extensa comunidade que exibe a capacidade de aceitar, no seu seio, os que não são distintos entre si. A obra assume a cor, o tamanho e os detalhes das espécies como uma forma de tornar a diferença muito visível, mas explora a solidão, a tristeza e o sorriso como um modo de discutir a perceção das consequências da distinção. Acima de tudo, instala o sonho como o desejo de criação de um novo locus que, apesar de distante e difícil de atingir, proclama que a diferença não seja sinónimo de exclusão de ninguém. |
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