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O Dia em Que me Tornei Pássaro
Ingrid Chabbert, Raul Nieto Guridi

O Dia em Que me Tornei Pássaro

 

Título:

O Dia em Que me Tornei Pássaro

Autor:

Ingrid Chabbert, Raul Nieto Guridi

Ilustrador:

Elisabete Rosa Machado

Editor:

The Poets and Dragons Society

Há livros que guardamos no coração pela simplicidade, pureza e intensidade, outros pela beleza, lirismo e graciosidade Simples e de frases curtas, a narrativa na primeira pessoa possibilita uma intimidade com o leitor, partilhando com ele o maior dos segredos – o amor. “No dia em que começou a escola, apaixonei-me”. Intensa e comovente a história do menino que se apaixona, pela primeira vez.

Ao virar de cada página, a voz do menino, sedutora e envolvente, partilha com o leitor o que sente o seu coração: “Quando olho para ela, esqueço tudo o resto. Já não quero saber dos meus carrinhos, da minha bola de futebol, nem de coisa nenhuma. E também já não olho para os pássaros como antes”. Um olhar diferente para os pássaros? Perguntarão os leitores. Sim, um olhar diferente. Candela, a menina da paixão, só tem olhos para os pássaros: observa-os na natureza e cuida deles quando estão feridos. “Há pássaros nas calças dela e nos seus vestidos. Há pássaros nos cabelos dela. Há pássaros desenhados nos seus cadernos e nas suas pastas”.
Ousado e apaixonado, o menino decide capturar a atenção da sua amada, vestindo um fato de pássaro e corajosamente andando assim pela escola, provocando olhares jocosos dos colegas que não afetam a sua decisão: “Não quero despir o fato. Sou um pássaro”.
Um dia, ou melhor, uma tarde, os olhares cruzam-se finalmente: “Candela põe os braços à minha volta. Não me atrevo a mexer, não consigo pensar”. A partir daí, o menino afirma para si próprio: “Já não sou um pássaro, mas agora consigo voar“.

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