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Robot Selvagem
Peter Brown

Robot Selvagem

 

Título:

Robot Selvagem

Autor:

Peter Brown

Ilustrador:

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Editor:

Fábula

 

 

 

 

Para quem conhece os álbuns de Peter Brown (O Jardim Curioso, Caminho; A minha professora é um monstro, Orfeu Negro e O Senhor Tigre torna-se selvagem, Orfeu Negro) ler esta narrativa mais longa constitui grande expectativa. Que estratégias encontrará o autor para manter o nível de humor, surpresa e climax sem o diálogo entre texto e imagem? Ou, ao invés, estaremos perante outro estilo e outra abordagem? A identidade e os temas recorrentes de Brown regressam nesta novela, e por isso não desilude. O humor chega através dos jogos de enganos, quer de situação quer de linguagem e o valor do outro através do questionamento de nós próprios e da nossa participação no mundo que nos rodeia continua bem patente desde o início. Um carregamento de robots fica quase totalmente destruído quando os caixotes em que seguia cai ao mar. Ao embater nas rochas de uma ilha uma das caixas abre-se libertando um único espécime tecnológico. A inteligência artificial com que foi programada permite à robot (do género feminino) observar e aprender. As peripécias sucedem-se entre mal entendidos, conflitos e amizades com os animais autóctones. Para além de ser uma reflexão sobre o que define um ser vivo e em particular uma pessoa, a narrativa levanta questões pertinentes sobre o respeito e a curiosidade pelo outro, a generosidade e o altruísmo como valores essenciais. Fá-lo sem nomear, através da ação e do exemplo. Para leitores autónomos com imaginação e que ainda recebam com entusiasmo uma certa dose de inocência enunciativa. Palavras-chave tecnologia vs natureza; identidade; sentimentos, valores, humor Se gostaste, experimenta... Robot em fuga, Peter Brown, Fábula O Homem de Ferro, Ted Hughes, Ponto de Fuga Os Livros da Selva, Rudyard Kipling, Relógio d'Água

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