Um livro por semana
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Um livro de Natal
19.dezembro.2020

 

Um cântico de Natal

 

“– Um feliz Natal, tio! Deus o abençoe! – exclamou uma voz bem disposta.
Era a voz do sobrinho de Scrooge, que apareceu à sua frente tão  de repente que este foi o primeiro sinal da sua aproximação- Bah!  - disse Scrooge. – Disparates!
Esse sobrinho de Scrooge  aquecera-se ao caminhar apressadamente por entre o nevoeiro e a geada, e estava afogueado; a face rosada e graciosa; os olhos brilhavam e da sua respiração  exalava vapor.
- O Natal, um disparate, tio? – disse o sobrinho de Scrooge. – Não está a falar sério, pois não?
- Estou pois – disse Scrooge. Feliz Natal! Que direito tens tu de estar feliz? Que razões  tens para estar feliz? És pobre.
- Então- respondeu o sobrinho alegremente - , e que direito tem o tio para estar triste? Que razões  tem para ser tão rabugento? É suficientemente  rico.
No calor do momento e à falta de melhor resposta Scrroge repetiu “ Bah!” e concluiu com “Disparates”.
- Não se zangue, tio! – disse o sobrinho.
- Como queres que não me zangue – respondei o tio-, se vivo num mundo de doidos como este? Feliz Natal!”

 

 

Um Conto de Natal - Filme (1984)

 

Um Cântico de Natal (Relógio D´Água, 2016) foi escrito em 1843 e é considerado um dos mais lidos e amados clássicos da literatura, para muitos  é considerado o mais dickensiano dos contos.

“É que só Charles Dickens poderia, a propósito do Natal, criar personagens como Scrooge, o pequeno Tim, e os três Espíritos do Natal Passado, Presente e Futuro, e acrescentar-lhes o Fantasma de Marley. Este livro tem passado de geração em geração, acompanhado do desejo do autor de que «assombre as casas dos leitores de forma agradável, e que ninguém deseje apaziguá-lo».“ Lê-se na contracapa do livro.

 

Afinal, quem é Charles Dickens?

 

Literatura - Charles Dickens

 

Porque devemos ler Charles Dickens?

  

 

 

“O riso abafado com que disse isto, o riso abafado com que pagou o peru, e o riso abafado com que pagou a carruagem, e o riso abafado com que recompensou o rapaz, só foram ultrapassados  pelo riso abafado com que se sentou esbaforido na sua cadeira, onde riu até às lágrimas. (…)
Vestiu-se com as suas melhores roupas, e finalemte saiu para as ruas. Por esta altura as pessoas precipitavam-se para sair , como vira com o Espírito do Natal Presente; e caminhando com as mãos atrás das costas, Scrooge observava toda a gente com um sorriso satisfeito. Parecia tão irresistivelmente aprazível, que três ou quatro  indivíduos bem-humurados lhe disseram: “ Bom dia, senhor. Um feliz Natal para si!”

  

 

Coro Infantil da Universidade de Lisboa - Presente de Natal - Fernando Lopes Graça

 

“– Um feliz Natal, Bob!- disse Scrooge, com uma sinceridade que não podia ser mal interpretada, enquanto lhe dava palmadinhas nas costas. – Bob, meu bom homem, um Natal mais feliz do que os que te tenho proporcionado ao longo de todos estes anos! Aumentar-te-ei o salário e farei os possíveis para ajudar a tua necessitada família, e esta tarde discutiremos os teus assuntos, frente a uma malga de Natal com ponche fumegante, Bob!”

 

Outros livros de Charles Dickens

 Grandes esperanças     Oliver Twist     A casa sombria 

 A loja das antiguidades     Tempos difíceis     Oliver Twist 

Os cadernos de Pickwick      Tempos difíceis     David Copperfield


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