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Obras completas [de] Maria Judite de Carvalho: Tanta gente, Mariana ; As palavras poupadas
Maria Judite de Carvalho

Obras completas [de] Maria Judite de Carvalho: Tanta gente, Mariana ; As palavras poupadas

 

Título:

Obras completas [de] Maria Judite de Carvalho: Tanta gente, Mariana ; As palavras poupadas

Autor:

Maria Judite de Carvalho

Ilustrador:

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Editor:

Editora Minotauro

 

 

 

 

A presente coleção reúne a obra completa de Maria Judite de Carvalho, considerada uma das escritoras mais marcantes da literatura portuguesa do século XX. Herdeira do existencialismo e do nouveau roman, a sua voz é intemporal, tratando com mestria e um sentido de humor único temas fundamentais, como a solidão da vida na cidade e a angústia e o desespero espelhados no seu quotidiano anónimo.
Observadora exímia, as suas personagens convivem com o ritmo fervilhante de uma vida avassalada por multidões, permanecendo reclusas em si mesmas, separadas por um monólogo da alma infinito. «Para mais essa experiência, a da vida, foi sempre para mim demasiado difícil. Nunca me habituei a ela e isso é estranho porque todas as pessoas a consideram uma coisa simples e natural, a mais natural e mais simples de todas quantas existem. Eu fiz sempre cerimónia e não procedi por isso como devia, como procediam as outras pessoas, mesmo as mais broncas e as mais rudes, com à-vontade. Falei alto quando as regras mais elementares mandavam falar baixo, calei-me quando devia absolutamente dizer qualquer coisa, não soube estar. Eu, de facto, nunca soube estar. Escolhi sempre mal as ocasiões para falar e para ficar calada. Troquei tudo, baralhei todas as coisas a ponto de me não achar a mim própria.» (in Tanta Gente, Mariana)

«Fugia sempre a sentar-se perto de um espelho. Os espelhos, pensava, eram feitos para a gente se estudar, de frente ou a três quartos, com atenção, durante alguns segundos, e para depois deixarem de existir. Mas aqueles que refletiam sucessivamente dezenas, centenas, milhares de imagens suas, em movimento, perturbavam-na. Via-as mesmo sem as olhar. A mão a ir lentamente até à boca, o cinzeiro onde a cinza (a sua?) ia tombando muito ao de leve. As expressões que ignorava e lhe eram lançadas em rosto, traiçoeiramente. Um filme projetado para uma sala inteira. Ela, oferecida ao mundo sem o saber.»(in As Palavras Poupadas)

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