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Sugestões de leitura
Sugestões de leitura
julho 2018
A história de Catherine  Não é incomum que escritores reconhecidos pela sua obra literária destinada a adultos se aventurem também na literatura infantil ou juvenil. É o que acontece com o Prémio Nobel Patrick Modiano.   Apesar da exigência própria do texto literário, com a narrativa principal encaixada como memória, sentidos figurados, estruturas sintácticas e vocabulário cuidado, esta história consegue representar uma protagonista que alimenta a sua condição infantil sem simplismos nem maniqueísmos. Catherine, uma professora de dança, recorda uma parte da sua infância quando vê uma aluna pousar os óculos para dançar.  http://pnl2027.gov.pt/np4/ahistoriadecatherine.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=a_historia_de_catherine.png
Desencontros Um rapaz e uma rapariga. Vizinhos numa grande cidade. Nunca se encontram. Até um dia... A narrativa textual é breve e dupla: o tempo do calendário e o tempo meteorológico dão o mote para o quotidiano dos dois protagonistas. A melancolia, a angústia, a solidão, a esperança e a desesperança são acompanhadas por nuvens, frio, chuva, vento ou raios de sol, luz e calor. Tudo se resume ao acaso das escolhas de cada um: "Ele costuma virar à direita. Ela costuma virar à esquerda." http://pnl2027.gov.pt/np4/desencontros.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=Jimmy_Liao___Desencontros.jpg
Assim, mas sem ser assim.
Considerações de um misantropo
A escrita de Afonso Cruz reconhece-se pelas constantes considerações de cariz filosófico sobre o risível. Aparentemente é estilo avesso aos mais novos. Provavelmente será, se considerarmos mais novos o público infantil. Já quando avançamos para os pré-adolescentes é possível que se encontrem as questões dos primeiros com as descobertas do segundo. A perspectiva irónica, silogística e até paradoxal ilumina o pensamento de Afonso Cruz provocando situações de comicidade, efeitos poéticos e conclusões desconcertantes.  http://pnl2027.gov.pt/np4/assim.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=Assim_Mas_Sem_Ser_Assim.jpg
Escrito na parede A escrita de Ana Saldanha é difícil para muitos leitores. Apesar dos temas de cariz social sempre focados em personagens juvenis, a estrutura das suas narrativas tornam-se quase impenetráveis para quem não domina a leitura literária.
Esta novela será provavelmente um dos exemplos mais claros. A acção principal acompanha Daniel na sua busca desesperada pela mãe desaparecida. No seu périplo de dias o jovem protagonista cruza-se com ex-amigos da mãe, o seu amante, a artista em casa de quem fazia limpezas, professores e colegas na escola, um amigo do bairro social onde vive.
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Finalmente o verão  Quem não tem uma qualquer história de verão para contar? Quem nunca desejou uma aventura, uma paixão, uma descoberta naquele lugar de liberdade real ou imaginário?
As primas Tamaki oferecem-nos precisamente uma história assim. Melhor, quase assim. Nesta narrativa em banda desenhada há muito de agridoce. Tanto quanto de mudança e crescimento. Rose regressa com os pais ao lago onde sempre passa as férias de Verão. Lá reencontra Windy, a sua amiga de férias um ano e meio mais nova. Se na infância a diferença de idades não parecia significativa, agora ambas fazem um esforço por se aproximarem, como os diálogos deixam entrever.
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História de um rapaz mau Consta que Mark Twain se inspirou nesta obra para escrever As aventuras de Tom Sawyer. Mas desengane - se o leitor que as imagina de igual monta. Aventuras há algumas por aqui mas com menos leveza. Os sustos e traquinices ganham impacto com consequências irremediáveis. A saudade, a mudança, os valores obrigam às dores inevitáveis do tempo que passa e não volta atrás. http://pnl2027.gov.pt/np4/historiadeumrapazmau.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=A_Historia_de_um_Rapaz_Mau.jpg
Irmão Lobo É uma narrativa exigente que implica uma competência de leitura avançada. A história é contada em dois tempos, o da infância e o da adolescência. No primeiro a protagonista mostra - nos a sua interpretação inocente, fantasiosa, emotiva e desconcertada da viagem que faz com o pai. No segundo a narradora oferece ao leitor o contexto familiar que o crescimento e a memória permitem agora reconstruir. É uma viagem iniciática e poderosa.  http://pnl2027.gov.pt/np4/irmaolobo.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=Irmao_Lobo.jpg
Mário de Sá Carneiro, Antologia Poética A poesia do modernista Mário de Sá Carneiro não é acessível, pejada de uma retórica sensorial que resulta em excesso. Contudo, e apesar de não ser uma antologia que se destine a outros leitores que não os competentes em literatura, o tema é caro ao público jovem/adulto. A identidade com todas as suas fracturas apresentada entre cenários majestosos e declínios épicos surge como empática e arrebatadora para alguns.  http://pnl2027.gov.pt/np4/antologiapoetica.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=Mario_de_Sa_Carneiro_Antologia_Poetica.jpg
Grande coisa Trata-se de um álbum com ilustrações sobre fundo branco e texto lido ao correr da página ou exigindo rotação do livro. As imagens, expressivas e dinâmicas, sublinham a contradição entre as coisas boas e únicas oferecidas pelo pai do Billy e a atitude de impaciência e desagrado do filho. http://pnl2027.gov.pt/np4/grandecoisa.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=grandecoisa.jpg
O cão que comia a chuva  Ouve-se a história de uma família que vive, em Lisboa, em Campo de Ourique. Sílvio, o pai bancário e Margarida Magalhães, funcionária de uma agência de viagens têm quatro filhos: dois biológicos (Pi, a mais velha e Zé, de onze anos); outros não biológicos mas igualmente amados (Adão, um border collie com dez anos e Violeta, uma jovem gata). É pela voz de Violeta que ficamos a conhecer o seu quotidiano, a sua intimidade, a “natureza poética” do “cão que comia a chuva”.  http://pnl2027.gov.pt/np4/ocaoquecomiaachuva.html http://pnl2027.gov.pt/np4Admin/%7B$clientServletPath%7D/?newsId=226&fileName=ocaoquecomiaachuva.JPG
Porque tem a Arte tanta Gente Nua? & outras questões importantes sobre  "Porque tem a Arte tanta Gente Nua? & outras questões importantes sobre arte", da autoria de Susie Hodge, reconhecida pelo seu trabalho sobre história de arte, e Claire Goble, ilustradora e designer premiada, é um livro desafiador, editado pela Bizâncio.
Dividido em partes, começa pelo Índice que traça o percurso desde a arte rupestre, passando pela escultura, a arte em 2D e 3D, a arte da Grécia Antiga e o corpo, o retrato, as naturezas-mortas, as paisagens, o Impressionismo, o Pontilhismo, a Arte Abstrata, o Cubismo e o Surrealismo até à Arte Conceptual. Ao Glossário e ao Índice Remissivo segue-se uma Lista de Ilustrações importante para a melhor fruição das obras referenciadas.
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Uma última carta  "Uma última carta" venceu o “IX Prémio Internacional COMPOSTELA para álbuns ilustrados”. Concebido por Antonis Papatheodoulou (texto) e Iris Samartzi (ilustração), criadores gregos reconhecidos pelas suas obras, foi traduzido, em 2017, pela Kalandraka, por Elisabete Ramos.
Enquanto objeto, destaca-se pela originalidade. Tem formato de encomenda postal, contendo o livro. O invólucro, em jeito de envelope, é apertado por um fio bicolor (branco e azul) que protege o precioso conteúdo – a carta, por sinal, a mais importante de todas, é “uma última carta”. Em fundo dominado por tons sépia, destacam-se dois selos: um, com a paisagem do casario da ilha; outro, com o rosto do carteiro. A folha outonal marca, discreta, o passar do tempo.
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2020 © Plano Nacional de Leitura
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