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Título: Ninguém perguntou por mim Autor: António Mota Ilustrador: --- Editor: Gailivro
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Sobre o livro
A abrir, uma troca de correspondência entre uma leitora e o escritor a propósito de acontecimentos futuros. A leitora estava muitíssimo curiosa sobre o que aconteceria a Abílio, personagem principal de Os Filhos de Montepó. Neste novo livro Abílio é dois anos mais velho e resiste ao isolamento da aldeia com o sonho de partir. Já não vive atormentado pela violência do pai, que depois do nascimento dos gémeos se tornou um triste, acabando por emigrar clandestinamente para França para tentar ajudar a família. De resto pouco mudou na sua vida. É o filho mais velho, todos lhe imputam a responsabilidade de zelar pela mãe e pelos irmãos. Na aldeia Ana Teresa continua a desprezar a sua paixão, a mãe acolhe o avô senil e continua a sonhar com uma casa onde haja quartos para todos.
António Mota mantém - se fiel aos temas sociais com o desenho psicológico das personagens em destaque. A subjectividade com que se relacionam com o espaço físico e social, a dureza do quotidiano e os sonhos sempre tão limitados trazem esta e as outras narrativas juvenis do autor para um lugar único, sem igual na literatura juvenil portuguesa actual. É preciso remontar a Miguel Torga ou Alves Redor para reconhecer tópicos e cenários. Não sendo uma leitura imediatamente empática para os adolescentes, pode bem beneficiar com alguma mediação e diálogo. Não existem apenas leitores urbanos e mesmo esses, em parte, terão na família quem tenha vindo do meio rural. Há muito para ler nesta narrativa e muito sobre o que pensar e sentir.
Palavras-chave
Família, meio rural, emigração, velhice, sobrevivência
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